A mamã aprendeu latim, o que me parece muito culto e muito... bem, limitado, porque não a vejo praticar lá muito a parte da conversação... Mas isto para dizer que ela gosta de Jacques Brel e desta música, que começa com a declinação de "Rosa" no dito idioma. Por pouco nos livrámos, eu e a irmãzinha, de apanhar com uma lição in promptu - mas revirámos os olhos, desabámos sobre o tapete com ar de quem sofreu uma apoplexia e ela arrumou a gramática latina (tem um homem de toga na capa e um ar muito indigesto). Ficou-se por recordar as aulas do Secundário, com o Prof. Alfredo, que contava umas histórias bestiais sobre heróis e cercos, escaramuças na Gália, cobreadores de impostos na Galileia, envenenadores e conspiradores no Senado, imperadores sádicos, deuses tarados, engenheiros brilhantes, legiões, cartagineses e banquetes de 18 pratos.
A incursão latinista já foi longe demais. Na verdade, este "rosa, rosa, rosam" apareceu porque queriamos dedicar uma musiquinha a uma certa Rosa, nossa (futura) amiga.
E cá estamos nós. O tempo passou a voar, como um pato numa madrugada de Outono
(A Pepper só sabe empregar metáforas de caça. Tirando estes rasgos de inspiração cinegética, tem uma prosa seca, árida, pouco convidativa. Como lamber um cacto. Blargh. Iago, the Suave)
Apesar da foto, para nós não há praia até ao Outono. Está demasiado calor e preferimos estar na penumbra do nosso quarto, de estores corridos.